{"id":16844,"date":"2016-02-03T11:59:55","date_gmt":"2016-02-03T11:59:55","guid":{"rendered":"http:\/\/corpofreudiano.com.br\/w\/?page_id=16844"},"modified":"2020-01-28T00:59:56","modified_gmt":"2020-01-28T00:59:56","slug":"fundacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/corpofreudiano.com.br\/w\/fundacao\/","title":{"rendered":"Funda\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<section class=\"l-section wpb_row height_medium\"><div class=\"l-section-h i-cf\"><div class=\"g-cols vc_row via_flex valign_top type_default stacking_default\"><div class=\"vc_col-sm-12 wpb_column vc_column_container\"><div class=\"vc_column-inner\"><div class=\"wpb_wrapper\"><div class=\"wpb_text_column\"><div class=\"wpb_wrapper\"><p><b>DISCURSO DE FUNDA\u00c7\u00c3O DO CORPO FREUDIANO PESQUISA E TRANSMISS\u00c3O DA PSICAN\u00c1LISE<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pronunciamento realizado para uma plateia de psicanalistas no audit\u00f3rio do <i>Tempo Glauber<\/i>, Rua Sorocaba, 190, Botafogo, Rio de Janeiro, em 31 de agosto de 1994, nas depend\u00eancias do qual o Corpo Freudiano funcionou durante alguns anos no in\u00edcio de sua exist\u00eancia. Publicado originalmente em <i>Pap\u00e9is<\/i>, Boletim do Corpo Freudiano Pesquisa e Transmiss\u00e3o da Psican\u00e1lise, n\u00ba2, maio de 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><i>\u201cPenso com meus p\u00e9s\u201d<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><i>Lacan na Universidade de Yale<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Corpo Freudiano Pesquisa e Transmiss\u00e3o da Psican\u00e1lise est\u00e1 sendo criado num momento muito espec\u00edfico do movimento psicanal\u00edtico internacional, em que duas IPAS se defrontam em nome do poder e da quantidade, mas se esquecem da veia principal da qual a psican\u00e1lise, assim como qualquer outra ci\u00eancia, se nutre: a abertura para o novo e a expans\u00e3o de seus pr\u00f3prios limites te\u00f3ricos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora certamente haja outros pequenos grupos com ideais semelhantes aos nossos, nosso Corpo nasce com algumas particularidades e objetivos. Em primeiro lugar, a nomea\u00e7\u00e3o do interesse de trabalho centrado em torno da <i>pesquisa em psican\u00e1lise<\/i>: uma pesquisa que Freud nomeou desde sempre como sendo indissoci\u00e1vel do pr\u00f3prio tratamento psicanal\u00edtico e que deve fazer com que se aborde cada caso em sua singularidade, esquecendo-se <i>quase <\/i>que completamente da teoria psicanal\u00edtica. Em segundo lugar, est\u00e1-se animado pela ideia de retomar as articula\u00e7\u00f5es da psican\u00e1lise com outras ci\u00eancias. Com efeito, aquilo que alguns talvez pudessem considerar uma grande presun\u00e7\u00e3o constitui, para n\u00f3s, na verdade, apenas uma exig\u00eancia m\u00ednima para se come\u00e7ar um trabalho realmente frutuoso. Veremos isso mais \u00e0 frente. Por \u00faltimo, est\u00e1-se animado por um ideal de simplicidade, precis\u00e3o e clareza que, longe de se opor a determinadas ambi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o as nossas, parece-nos ser a \u00fanica maneira leg\u00edtima de viabiliz\u00e1-las. Tamb\u00e9m voltaremos a isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Numa carta a James Putnam (11\/03\/1913), Freud atribu\u00eda a maior dificuldade de se realizar a unidade no seio do movimento psicanal\u00edtico do que em outros dom\u00ednios \u00e0 maneira pela qual \u201co elemento pessoal nele representa papel importante\u201d. Freud se referia a\u00ed, sem d\u00favida, ao aspecto transferencial que est\u00e1 em jogo no pr\u00f3prio n\u00facleo da pr\u00e1tica psicanal\u00edtica e que implica no desencadeamento de afetos que muitas vezes respondem pelas como\u00e7\u00f5es que abalam o movimento psicanal\u00edtico. Por outro lado, numa carta a Georg Groddeck (21\/12\/1924), Freud manifesta seu apoio \u00e0 exist\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica nos seguintes termos: \u201c\u00c9 dif\u00edcil praticar a psican\u00e1lise de forma isolada. Ela constitui uma empresa eminentemente social\u201d. Freud acrescenta de modo ir\u00f4nico que \u201cseria t\u00e3o melhor se enrubesc\u00eassemos ou vocifer\u00e1ssemos em coro e cadenciadamente, em vez de grunhir cada um por si, em seu canto\u201d. Assim, para Freud, a dificuldade de unifica\u00e7\u00e3o dos analistas n\u00e3o deve funcionar como fator de desist\u00eancia da motiva\u00e7\u00e3o institucional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em minha opini\u00e3o, a pluralidade de institui\u00e7\u00f5es e escolas psicanal\u00edticas deve-se a outro fator, interno ao pr\u00f3prio campo te\u00f3rico e independente das convuls\u00f5es emocionais dos sujeitos: o fato de que, sendo uma ci\u00eancia de apenas cem anos, a psican\u00e1lise ainda n\u00e3o produziu um n\u00famero de paradigmas suficiente para que venha a constituir um eixo central de articula\u00e7\u00f5es em torno do qual a ci\u00eancia psicanal\u00edtica progrida. Se Freud jamais questionou a cientificidade da psican\u00e1lise, Lacan, por sua vez, problematizou-a in\u00fameras vezes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em <i>Televis\u00e3o,<\/i> texto que trata de forma significativa do corpo e da ci\u00eancia, \u00e0 quest\u00e3o \u201co que se pode vir a saber?\u201d, Lacan afirma que o saber, para a psican\u00e1lise, \u00e9 desde sempre suposto pelo sujeito do inconsciente. A resposta que Lacan fornece a essa quest\u00e3o \u00e9 ent\u00e3o: \u201cNada que n\u00e3o tenha em todo caso a estrutura da linguagem, de onde resulta que at\u00e9 onde irei neste limite, \u00e9 uma quest\u00e3o de l\u00f3gica\u201d. Lacan acrescenta que tais limites podem ser muit\u00edssimo amplos, como se v\u00ea \u201cpelo fato de o discurso cient\u00edfico conseguir a alunissagem, em que se atesta para o pensamento a irrup\u00e7\u00e3o de um real. Isto sem que a matem\u00e1tica tenha outro aparelho sen\u00e3o o de linguagem\u201d. Assim, para Lacan, o <i>a priori<\/i> constitu\u00eddo pela linguagem \u00e9 um limite radical, mas que ainda assim n\u00e3o deve nos inibir de pensar a respeito do que \u00e9 o \u201creal-da-estrutura\u201d. Pois, afinal, se o inconsciente \u00e9 estruturado como uma linguagem resta sempre a pergunta: mas qual \u00e9, ent\u00e3o, a estrutura da linguagem? Por outro lado, se Lacan afirma que o \u201csujeito do inconsciente influi no corpo\u201d, tamb\u00e9m fica a indaga\u00e7\u00e3o: mas o que o corpo ter\u00e1 influ\u00eddo no advento do inconsciente?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cito, a esse prop\u00f3sito, uma carta de Freud a Groddeck, na qual ele afirma que a natureza apresenta uma \u201cinfinita variedade que se al\u00e7a do inanimado ao organicamente animado, da vida som\u00e1tica \u00e0 vida ps\u00edquica. O inconsciente \u00e9 certamente o verdadeiro intermedi\u00e1rio entre o som\u00e1tico e o ps\u00edquico, talvez seja ele o <i>missing link <\/i>t\u00e3o procurado\u201d (carta de 05\/06\/1917). \u00c9 tal quest\u00e3o que venho elaborando dentro de uma perspectiva que \u00e9 a de tentar introduzir par\u00e2metros com elevado poder de cientificidade para a teoria psicanal\u00edtica. Nesse sentido, desenvolvo um trabalho de pesquisa que visa associar os achados da psican\u00e1lise sobre as rela\u00e7\u00f5es entre o inconsciente e a linguagem aos diversos desenvolvimentos da teoria da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todas as produ\u00e7\u00f5es humanas de linguagem se inscrevem numa regi\u00e3o de ocorr\u00eancia de sentido, precisamente na interse\u00e7\u00e3o situada por Lacan entre o simb\u00f3lico e o imagin\u00e1rio. O sentido pode ser um sentido dado, fechado ou um sentido por vir, novo, aberto. Como j\u00e1 indiquei num trabalho anterior, psican\u00e1lise e religi\u00e3o se op\u00f5em de modo absoluto, desde que a psican\u00e1lise surgiu, na medida em que ambas representam modos discursivos inteiramente antin\u00f4micos de lidar com o sentido. Se a psican\u00e1lise reconhece em sua pr\u00e1tica o sentido dado, fechado, do discurso neur\u00f3tico, como uma maneira de poder subvert\u00ea-lo e reabrir o processo de produ\u00e7\u00e3o de significa\u00e7\u00e3o ao qual o sujeito estava preso, a religi\u00e3o \u00e9 a grande conservadora do sentido dado, fechado, inquestionado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se tomarmos a experi\u00eancia psicanal\u00edtica em sua pr\u00e1tica cl\u00ednica, vemos que a interpreta\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica procede ao desvelamento do sentido inconsciente dos sintomas. O sintoma vigora enquanto o sujeito desconhece o seu sentido oculto e, portanto, o sintoma vigora no pr\u00f3prio lugar do sujeito, elidindo-o \u2013 sendo a tarefa da psican\u00e1lise precisamente a de reincluir o sujeito partido entre os significantes na estrutura discursiva e, logo, avesso \u00e0 domina\u00e7\u00e3o de qualquer significa\u00e7\u00e3o \u00faltima.<\/p>\n<p>Ou seja, a psican\u00e1lise negativiza o sentido fechado, o que permite a emerg\u00eancia do sentido novo. Por isso, a psican\u00e1lise \u00e9 um discurso que n\u00e3o elide o real em sua estrutura e a transfer\u00eancia, enquanto mola propulsora do tratamento anal\u00edtico, invoca um amor necessariamente n\u00e3o correspondido, um amor sem a ilus\u00e3o de completude e reciprocidade pr\u00f3pria \u00e0 rela\u00e7\u00e3o amorosa da vida cotidiana; em suma, na an\u00e1lise trata-se de um amor no qual a falta \u00e9 introduzida.<\/p>\n<p>Se, por um lado, a pr\u00e1tica psicanal\u00edtica \u00e9 de alguma maneira a produ\u00e7\u00e3o da evacua\u00e7\u00e3o, da negativa\u00e7\u00e3o do sentido, tal como este se acha imposto na neurose, por outro, a teoriza\u00e7\u00e3o dos psicanalistas \u00e9 algo que deve necessariamente participar do processo de positiva\u00e7\u00e3o do sentido. Tal processo pode ter, a meu ver, duas vias diferentes e bastante opostas de escoamento, na depend\u00eancia de que o discurso que produz o sentido tenha ou n\u00e3o <i>referente indicado pela experi\u00eancia cl\u00ednica.<\/i><\/p>\n<p>Sabe-se que o sentido positivado \u00e9 da ordem da <i>ci\u00eancia<\/i>, quando o referente a que se dirige o discurso se acha presente. O sentido positivado \u00e9 da ordem da <i>religi\u00e3o <\/i>quando o referente a que se dirige o discurso se encontra ausente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-16860 size-full\" src=\"http:\/\/corpofreudiano.com.br\/w\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/tabela-fundacao-2.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/corpofreudiano.com.br\/w\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/tabela-fundacao-2.jpg 800w, https:\/\/corpofreudiano.com.br\/w\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/tabela-fundacao-2-300x150.jpg 300w, https:\/\/corpofreudiano.com.br\/w\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/tabela-fundacao-2-768x384.jpg 768w, https:\/\/corpofreudiano.com.br\/w\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/tabela-fundacao-2-700x350.jpg 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, a presen\u00e7a, a positividade do referente da cl\u00ednica \u00e9 aquilo que permite \u00e0 teoriza\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica produzir sentido no \u00e2mbito cient\u00edfico e, na aus\u00eancia desse referente, a produ\u00e7\u00e3o te\u00f3rica recai como que automaticamente no \u00e2mbito do discurso religioso. Exemplo disso \u00e9 a refer\u00eancia constante de Freud \u00e0s quest\u00f5es colocadas pela <i>escuta <\/i>de seus analisandos desde os prim\u00f3rdios de sua experi\u00eancia: quando falo de <i>presen\u00e7a do referente da cl\u00ednica psicanal\u00edtica, <\/i>estou pensando na <i>fala do analisando e sua escuta. <\/i>Pois \u00e9 nessa medida, amplamente ressaltada por Lacan, que a experi\u00eancia cl\u00ednica \u00e9 ainda e sempre a grande refer\u00eancia do discurso psicanal\u00edtico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 f\u00e9, esta n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o o sentimento que permite que se prescinda do referente para se acreditar em algo. J\u00e1 o ceticismo do cientista \u2013 e era por esse motivo que Freud considerava o caminho da ci\u00eancia como o mais penoso dos caminhos poss\u00edveis da cria\u00e7\u00e3o humana \u2013, por sua vez, n\u00e3o prescinde da presen\u00e7a indicada do referente do discurso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, pode-se observar que h\u00e1 precisamente dois polos antin\u00f4micos de produ\u00e7\u00e3o de sentido, o cient\u00edfico e o religioso, que permitem que se entendam determinados problemas inerentes \u00e0 teoriza\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica. Quando falta ci\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de sentido das teoriza\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas, a tend\u00eancia \u00e9 que esta produ\u00e7\u00e3o de sentido recaia na religi\u00e3o. Trata-se, aqui, de uma estrutura discursiva, pois se sabe que a religi\u00e3o \u00e9 um discurso que se op\u00f5e frontalmente ao discurso psicanal\u00edtico \u2013 veja-se, a esse respeito, o texto de Freud sobre <i>O futuro de uma ilus\u00e3o.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas \u00e9 igualmente importante notar que a religiosidade amea\u00e7a a institui\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica em seu pr\u00f3prio interior. Sem mencionarmos qualquer autor em particular \u2013 pois, como diz Ezra Pound, \u201co mau cr\u00edtico se identifica facilmente quando come\u00e7a por discutir o poeta e n\u00e3o o poema\u201d \u2013 \u00e9 preciso observar que h\u00e1 com alguma frequ\u00eancia um tom predominantemente religioso nas produ\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas; textos cuja linguagem herm\u00e9tica impede, \u00e0s vezes, que se entenda at\u00e9 mesmo a que aquele discurso se refere.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre as diversas escolas psicanal\u00edticas, a luta instaurada pelas diferentes teoriza\u00e7\u00f5es acarreta uma verdadeira guerra religiosa, cada qual pretendendo impor <i>o<\/i> <i>sentido<\/i> verdadeiro. Quando h\u00e1 necessidade de se <i>impor <\/i>o sentido de uma teoriza\u00e7\u00e3o qualquer \u00e9 porque esta n\u00e3o possui um referente designado que garanta alguma condi\u00e7\u00e3o m\u00ednima de cientificidade e s\u00f3 resta aos adeptos daquela doutrina se transformarem em seguidores ac\u00e9falos, verdadeiros fi\u00e9is que prescindem do sentido referenciado. O obscurantismo das produ\u00e7\u00f5es passa assim a ser a t\u00f4nica dominante, pois se falta ci\u00eancia, a religi\u00e3o se apodera dos discursos. Nesse mesmo sentido, Freud apreciava os versos de Goethe: \u201cAquele que tem ci\u00eancia e arte, tem tamb\u00e9m religi\u00e3o; o que n\u00e3o tem nenhuma delas, que tenha religi\u00e3o!\u201d<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/section><section class=\"l-section wpb_row height_medium\"><div class=\"l-section-h i-cf\"><div class=\"g-cols vc_row via_flex valign_top type_default stacking_default\"><div class=\"vc_col-sm-12 wpb_column vc_column_container\"><div class=\"vc_column-inner\"><div class=\"wpb_wrapper\"><div class=\"w-separator size_custom\" style=\"height:82px\"><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"DISCURSO DE FUNDA\u00c7\u00c3O DO CORPO FREUDIANO PESQUISA E TRANSMISS\u00c3O DA PSICAN\u00c1LISE &nbsp; Pronunciamento realizado para uma plateia de psicanalistas no audit\u00f3rio do Tempo Glauber, Rua Sorocaba, 190, Botafogo, Rio de Janeiro, em 31 de agosto de 1994, nas depend\u00eancias do qual o Corpo Freudiano funcionou durante alguns anos no in\u00edcio de sua exist\u00eancia. 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